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Reformas na política brasileira: Seis passos para começarmos a pensar uma mudança efetiva e virtuosa


Reformas na política brasileira: Seis passos para começarmos a pensar uma mudança efetiva e virtuosa 
Por Cristiano das Neves Bodart


A Política brasileira vem se mostrando estar em estado crítico e a sociedade desacreditando  cada vez mais nela e nos seus "representantes". 

Certa vez [não tenho certeza da veracidade dessa história, mas nos ajuda a refletir sobre questões reais], Karl Max se deparou, ainda em sua juventude, com um pergunta que deveria ser desenvolvida como uma redação. A pergunta era: qual a melhor profissão do mundo? Sua resposta, grosso modo foi: aquela que pode fazer o maior número de pessoas felizes. Não tenho conhecimento de qual profissão Marx estaria se referindo, mas me veio à mente a política. Essa que hoje é diabolizada pela maioria das pessoas deveria ser àquela a fazer o maior número de pessoas felizes. No entanto, no Brasil a política e a profissão política carece de profundas mudanças. pensando nisso, dou início a alguns apontamentos iniciais em torno dessa necessidade de mundanças. Apresento a seguir:

1. Maior democratização da competição política entre os partidos (todos terem espaços e recursos próximos para concorrer, variando pouco pelo número de representantes eleitos no último pleito e pelo número de filiados);

1.1. Inclui-se aqui o número panfletos, reuniões, carros de som e qualquer outro tipo de marketing político [padronização na intensidade do marketing];

2 - Financiamento público das campanhas com teto de gastos e distribuídos a partir da mesma lógica do item 1; 

3 - Fim de reeleição para todos os cargos do executivo e do legislativo em todas as esferas federativa;

4 - Vetada a ocupação de cargo eletivo por dois mandatos seguidos, ainda que em esferas e cargos diferentes, sendo exigido afastamento mínimo de 1 ano antes de novo pleito, como ocorre na contração de profissionais temporários na esfera federal. 

5 - Reestruturação dos salários do executivo e do legislativo (o candidato eleito receberia como salário a média salarial de sua profissão de origem, não considerado cargos de confiança/indicação política. Em caso de não possuir formação profissional receberá a média de seu salário secular dos últimos 4 anos; 

5.1. Em caso de ter ocupado cargos eletivos nos últimos anos, contar-se-á sua experiência profissional entres do mandato, sendo o salário corrigido de acordo com a correção vigente da categoria;

5.2. Em caso de nunca ter exercido outra atividade profissional, receberá o salário mínimo nacional vigente.

6 - Crime de corrupção envolvendo dinheiro público passar a ser crime hediondo e motivo de ilegibilidade para cargos públicos eletivos, seletivos e efetivos, assim como não podendo prestar serviços diretos ou indiretos ao poder público.


Concorda que precisamos repensar nossa política? Compartilhe e dê sua opinião. É ativamente que construiremos novas saídas. É caminhando que se construí o caminho quando esse ainda não existe.




Dica de Filme: A dívida pública brasileira - soberania na corda bamba

Orçamento executado em 2014
É comum em telejornais ouvirmos termos de economia os quais confundem nosso entendimento "superávit primário", "amortização de dívida" etc. Muitas vezes a economia parece está distante da nossa realidade por conta do vocabulário demasiadamente técnico.


O financiamento de campanha e sua relação com a corrupção

Quanto custa um parlamentar? O preço dos nossos políticos não se resume apenas ao salário e outras verbas que saem dos cofres públicos para o bolsos deles e o tão famigerado dinheiro da corrupção. 
Em 2010, os gastos totais com campanhas somaram 4,9 bilhões de reais (metade do nosso corte na educação). Na França, onde o financiamento privado de campanha é PROIBIDO, as campanhas para a presidência e o legislativo somaram 30 milhões de dólares em 2013. 
A eleição de um governador custa em média 23 milhões; um senador, 4,5 milhões; um deputado federal 1,1 milhão - sem contar o caixa dois e os repasses do fundo partidário que, segundo dados do próprio governo, já repassou 500 milhões para os partidos. 
O fundo partidário repassa dinheiro à todos os partidos, mas prioritariamente, aos partidos que tem mais cadeiras no Congresso. Ou seja, quem gasta pouco em eleições, ganha poucas cadeiras. Ainda sim, o fundo partidário só representa 25% dos recursos aplicados nas campanhas. 75% de todo o dinheiro gasto em campanhas políticas provém de pessoas jurídicas. 
O Instituto Kellog Brasil estima que para cada real gasto por uma grande empresa em campanhas políticas há um retorno de 8 reais em contratos em obras públicas. 
E, no fim, o nosso Congresso fecha o pano da tragédia e transforma a corrupção que isso representa em lei, aprovando o financiamento empresarial de campanha. 
Agora amigos, muito cuidado. Se você for manifestar-se contra isso você pode ser indiciado por terrorismo em razão das mudanças de tipificação penal desta matéria.
Fonte de dados: Revista Poli Nº 40

Perfil dos manifestantes de Vitória (ES) - 16/08/2015





APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DA PESQUISA

"Este relatório apresenta os resultados gráficos da pesquisa Manifestação 16/8: perfil e percepções dos manifestantes em Vitória – ES, produzida durante o protesto realizado na Praça do Papa, no dia 16 de agosto de 2015, na capital do Espírito Santo. A pesquisa, realizada pelo curso de graduação em Marketing e pelo curso de mestrado em Sociologia Política da Universidade Vila Velha, teve o objetivo de traçar o perfil socioeconômico dos manifestantes, as motivações para participação no ato e suas percepções acerca de temas políticos e sociais mais amplos e de problemas da atual conjuntura nacional."

Vila Velha, 17 de agosto de 2015 
Acácio Augusto Sebastião Júnior 
Anselmo Hudson Siqueira Nascimento 
Paulo Edgar da Rocha Resende 
Riberti de Almeida Felisbino 
Vitor Amorim de Angelo

Veja todos os dados da pesquisa AQUI  ou clicando na imagem abaixo.














O risco da desinformação e deformação da sociedade



O risco da desinformação e deformação da sociedade*

Por Cristiano das Neves Bodart

Não seria melhor ficar off-line e voltar para os livros ou para onde eu possa encontrar fontes mais confiáveis de informação ou onde eu possa acompanhar o fluxo desta?

Temos presenciado um crescimento gigantesco no número de informações que circulam, sobretudo, via redes sociais. Se por um lado, isso é sinal de maior democratização da informação, por outro, nos deixa em alerta para o risco eminente de uma “desinformação” da sociedade, ou, diria, uma deformação.

O número de informações e sua velocidade impossibilita uma análise mais profunda e atenta do que lemos nas redes sociais, assim como nos impossibilita de checarmos cada uma das informações. Mentiras, verdades e meias verdades “voam” juntas, mais confundíveis que joio e trigo, que alho e bugalho.

O risco da desinformação se dá por três motivos combinados: i) por termos um sistema de ensino, sobretudo o público, com qualidade duvidosa; ii) crescente ampliação de canais de infomações, tais como as redes sociais, onde todos são receptores, transmissores e produtores de informações sem pré-requisito e; iii) a falta de interesse e incapacidade de muitos leitores em chegar as informações recebidas antes assimilá-las ou de passar a diante.

O resultado dessa combinação se manifesta em informações que desenformam mais do que informam. Notícias e comentários mal explicados e inverdades são rapidamente compartilhados, desinformando a população; formando indivíduos equivocados quanto a vida política, econômica, social e cultural do país e do mundo. 

Junto com a democratização da informação e da mídia informatizada, multiplicam-se os jornalistas amadores, assim como “críticos”, “ensaístas”, “sociólogos” e “filósofos” de plantão que tratam de tudo e de todos, disputando um “lugar ao sol”, ou melhor, uma curtida ou compartilhada de seus posts. São verdadeiros caçadores de seguidores; sedentos por visualizações rápidas de tudo que expõem nas redes sociais. Se antes clamávamos por mais informação para a formação do cidadão, agora o risco de formação propiciada por esse tipo e volume de “informação” nos assombra.

O leitor, que antes era apenas receptor, bombardeado por tantas “notícias” acaba assimilando e reproduzindo um amontoado de informações, muitas vezes desconexas com a realidade. São tantos “especialistas em nada” que escrevem sobre “tudo e todos” que chega a me assustar. Quero ter viva a esperança que tudo isso levará as pessoas a lerem e a escreveram mais e melhor. Mas no momento presente estou um pouco assustado com o que vejo sendo compartilhado e curtido por milhares de internaltas-leitores-autores e com o volume de informações não “ruminadas”.

Não que o leitor não encontre muitas informações úteis e importantes nas redes sociais. Tal espaço é importante e frutífero, mas também perigoso, sobretudo àqueles que não tiveram acesso a uma educação de qualidade. Temos que ler com muita atenção cada informação e examinar os argumentos e as ideias apresentadas; isso se o fluxo nos permitir, sendo ele bem maior que o tempo disponível.

É cada “coisa” compartilhada nas redes sociais que tem hora que pergunto a mim mesmo: o que estou fazendo aqui nas redes sociais? Não seria melhor ficar off-line, voltando para os livros ou para onde eu possa encontrar fontes mais confiáveis de informação, ou, pelo menos, as quais em possa ler com mais atenção e analisar?

Texto originalmente publicado no "Jornal do Leitor" AQUI


Revista de Sociologia: saiba um pouco sobre a Revista Café com Sociologia


A Revista Café com Sociologia* (ISSN:2317- 0352) fundada em 2012 vem ganhando a cada edição mais notoriedade e prestígio, o que se dá pela sua regular periodicidade, pelos excelentes trabalhos que vem publicando, pelo empenho e seriedade de seu conselho editorial e pelo qualificado corpo de avaliadores (permanentes e temporários).

A revista pode ser acessada AQUI
Acesse a fan page do periódico AQUI

Para o acesso gratuito ao periódico o cadastro é opcional, no entanto os que se cadastram recebem a cada nova edição uma notificação em seus emails (por tanto, recomendamos).

Os números da revista (até agosto de 2015)

09 edições;
127 textos publicados (entre artigos, resenhas, relatos de experiência docente, ensaios, entrevistas e apresentações das edições).
419 trabalhos submetidos
48 dias tem sido o tempo médio da avaliação
44.441 downloads realizados por leitores
1.905 usuários cadastrados
1.860 possíveis autores (cadastrados)
A revista está indexada a:

A revista publica artigos, ensaios, análises sociológicas de filmes e de músicas, relato de experiência docente e de BIBID, assim como resenhas e entrevistas. Para submeter à revista uma trabalho é necessário está cadastrado (como leitor e autor) na revista.



* A revista é independente e não está ligada a esse blog, embora os nomes sejam parecidos. A única ligação existente é que os editores desse blog também são membros fundadores do periódico.





Mediocridade em um país de educação medíocre*


Mediocridade em um país de educação medíocre

Por Cristiano  das Neves Bodart



Certamente você não gosta de ser chamado de medíocre, isso por possuir, tal palavra, uma conotação pejorativa. Mas será que, em relação à educação, você não é medíocre? Já se fez essa pergunta?

Ser medíocre é ser mediano; é estar na média. É estar entre o bom e o ruim. Em outras palavras, é não estar entre os melhores, ainda que também não entre os piores. No caso específico da educação, ser medíocre em um país medíocre, como o Brasil, é ainda pior. Isso é muito sério! A Educação pública brasileira parece ter por objetivo produzir pessoas medíocres em um sistema já medíocre. Observando as constantes mudanças no sistema educacional público de Ensino Básico, notaremos facilmente um plano medíocre para reproduzir mediocridade. Os exemplos são diversos: níveis de prova, seleção de conteúdos, capacitação de professores, salas de aula cheias, excessos de trabalhos simplistas aplicados aos alunos, etc.

No caso das provas notamos, digo por experiência de causa, que é praticamente proibido cobrar do aluno o que o professor não falou em sala de aula em relação ao conteúdo dado, o que leva à mediocridade. O professor ao ter que se expressar para 40 alunos, “nivela por baixo” o conteúdo da aula para que todos, ou quase todos, entendam. Transmite assim um conteúdo já medíocrizado. Os alunos, por sua vez, precisam assimilar apenas parte desse conteúdo (às vezes 70%, outras 50%) para ser aprovado naquele mediocrizado conteúdo; isso quando não é orientado que ele participe da Festa de São João, dançando na quadrilha, por exemplo. Esse ato o garantirá mais 20% da nota na prova, precisando apenas aprender 30% do conteúdo mediocrizado pelo professor. Pronto! Aprovado mais um medíocre.
Quanto aos “trabalhos mediocrizadores” a situação é ainda mais crítica. Os trabalhos em sistemas educacionais sérios têm por objetivo exclusivo desenvolver novas habilidades. Não é o caso da prática do Ensino Básico público brasileiro. Os trabalhos são visto como “meios” para atingir um “fim”, a aprovação do educando. O objetivo não é educar, mas aprovar, ampliar a popularidade política do Secretário de Educação, via dados estatísticos frios.
Trabalhos em grupo onde o educador sabe que apenas um educando fez e os demais tiveram seus nomes inclusos; plágios da internet; trabalhos elaborados por terceiros; trabalhos banais, como trazer objetos e materiais para aula… esses abarrotam as escolas de medíocres. Alunos que serão aprovados sem conhecimento sólido. Alguns ainda ficam retidos por não atingir, mesmo com toda essa mediocridade, a média (que como diz a própria nomenclatura, é também medíocre). A esses é dado três aulas e aplicado um conteúdo “hipermediocrizado”, devendo “tirar a média” para ser aprovado. Pronto! Aprovado mais um medíocre.

Quanto à seleção de conteúdos, notamos igualmente uma mediocridade profunda. Os conteúdos raramente ultrapassam os medíocres livros didáticos.

Certamente existem os professores bons, os ruins e os medíocres, esses, infelizmente, são maioria. As condições atuais propiciam uma formação docente medíocre. Isso por vários motivos. Dentre eles vemos: proliferação de cursos particulares de licenciatura de baixo custo, e muitos à distância; O curso de licenciatura é o menor em carga horária; o professor ao receber salários medíocres não dispõe de condições financeiras para investir em sua carreira, assim como não lhe resta tempo.

A proliferação de cursos de licenciatura com baixas mensalidades têm criando condições para que os estabelecimentos de ensino contratem professores com menores salários e, consequentemente, menos qualificados e motivados. Essa situação reflete na formação dos futuros professores. Tendo o curso de licenciatura carga horária menor, os conteúdos serão resumidos e/ou muitos nem serão transmitidos à turma. Somado a formação medíocre, o professor se depara com a dificuldade em manter-se informado e aperfeiçoar-se. Falta-lhe dinheiro e tempo. Com um salário baixo não tem condições de comprar livros, pagar cursos, participar de seminários e congressos. Ainda que tivesse poupado algum dinheiro, sua carga-horária o impediria. Somado a tudo isso não vê motivos para se aperfeiçoar, pois, terá que ministrar aulas medíocres para não reprovar seus alunos… que serão alguns dos futuros professores medíocres que farão parte do sistema de ensino.

Deveríamos ficar ofendidos não por sermos chamados de medíocres, mas por permitirmos que tenhamos um país medíocre. Ser medíocre na Holanda não é nada mal. Ser medíocre no Brasil já é bastante problemático.

Lamentavelmente os medíocres são fruto de um sistema educacional e uma cultura da mediocridade. Quem nunca ouviu um aluno dizer “passando está bom, É o que importa” ? Essa afirmação é fruto de uma cultura mediocrizadora, que se repete em quase todas as esferas da vida social, inclusive na educação. Não quero ser medíocre, ainda mais no Brasil!

 * Texto originalmente publicado no Portal 27.

Caetaneando o mal-estar dos professores

Por Cristiano Bodart
Estou professor... confuso! Pra lá de Marakeche[1].

Me disseram que era manha, mas em meio a tamanha... qualquer coisa, dentro doida. Berro!
Embora berro, quem deveria ouvir está pra lá de Teerã.

Me disseram que esse papo meu está de manhã. É normal. É assim mesmo... li isso no jornal; dito por de um Alckmin, desses que afirmam que a culpa é do professor. Li que, em São Paulo, a cada dia pelo menos um professor pede exoneração. Tem como pedir transferência para outro Brasil? Nesse que os políticos dizem que o ama só que é da boca pra fora[2], não dá! Pergunto ao Alckmin: onde está você agora?

Fico sonhando o acordado, juntando o antes, o agora e o depois. Mas tô me sentindo muito sozinho... Estou agora professor e amanhã? Eu tenho os meus desejos e planos... E agora? O que faço da minha vida?[3] Vou me perdendo... Perdido no vazio de outros passos, no abismo que você [político] se retirou e me atirou e deixou aqui sozinho. E agora? O que faço eu da vida? E nesse desespero que me vejo, já cheguei a tal ponto...


Senhor Alckman, me encare, de frente. É que você nunca quis ver. Não vai querer, nem vai ver meu lado. Vai dizer que a culpa é minha, como fez a senhora Sarney... vagaba! Vampira![4] Creio que um dia o velho esquema desmorona. Desta vez pra valer. Sai do meu sangue, sanguessuga, que só sabe sugar. Pirata! Malandra! Prá rua! Se manda! Me deixe viver, me deixe viver.


Ninguém me salva, mas ninguém me engana[5]. As vezes penso em olhar para traz... me juntar aos desistentes imputados a culpa dos rumos da educação. Lamento, mas é difícil dizer que sou professor. Seria mais prudente apenas dizer que estou professor. Por outro lado, educação, você me faz feliz[6]. Esse texto é pra dizer e diz. Você é meu caminho, meu vinho, meu vício. Desde o início estava você[7]... Acho que deve ser esse tal destino, pois estava tudo caminhando direitinho. Coisa decidida, mas veio o destino[8]... e agora estou professor.

Estou confuso! Pra lá de Marakeche.
Por ora, vou apenas caetaneando...



Músicas utilizadas:


[1] Qualquer coisa.
[2] Sozinho.
[3] Você não me ensinou a te esquecer.
[4] Não enche.
[5] A voz do morto.
[6] Você é Linda.
[7] Meu bem, meu mal.
[8] É coisa do destino

O uso do Podcast como recurso didático de Sociologia: aproximando habitus


É muito comum o professor se deparar com a dificuldade de transmitir o que aprendeu na universidade aos seus alunos, sobretudo do Ensino Básico. Os editores do “Blog Café com Sociologia” publicaram um artigo em formato de relato de experiência docente onde contam como se utilizaram de uma ferramenta tecnológica para realizar a aproximação entre o conhecimento sociológico e os alunos, assim como do professor. O texto foi publicado na Revista Educação, Ciência e Cultura. 
Segue o resumo do mesmo. No fim da postagem encontrará o link para o texto completo.

O uso do Podcast como recurso didático de Sociologia: aproximando habitus

Roniel Sampaio Silva 
Cristiano das Neves Bodart

Resumo

Esse paper caracteriza-se como um relato de experiência docente, tratando-se de uma descrição de prática pedagógica cujo objetivo foi aproximar os habitus dos educandos e do docente a fim de promover um ensino-aprendizado mais significativo. A prática apresentada foi, em 2013, vencedora do Prêmio Professores do Brasil na categoria “Educação Digital articulada ao desenvolvimento do currículo”. Busca-se descrever como se deu o planejamento e execução de uma proposta de uso de podcast em aulas de Sociologia, a qual fundamentou-se sob uma perspectiva teórica da Sociologia Culturalista, sobretudo a partir das colaborações de Pierre Bourdieu. Tal prática apresentou resultados satisfatórios, destacando que o podcast pode vir a ser uma ferramenta de aproximação de habitus.

Palavras-chave: Ensino-Aprendizagem; Podcast; Sociologia; Habitus.

Link para o texto completo: AQUI



Friedrich Nietzsche: uma introdução*

Fonte: www.netmundi.org/

Friedrich Nietzsche nasceu em Rocken, uma pequena vila da Alemanha, em 1844. Estudou na famosa escola preparatória de Schulpforta, que já havia tido nomes como o filósofo Fichte, e entrou para a Universidade de Bonn, tendo mais tarde se transferido para a Universidade de Leipizig, para concentrar seus estudos em filologia.

Como baixar do youtube facilmente sem programas, apenas no navegador

Já encontrou vídeos no youtube os quais gostaria de baixar no seu computador mas teve um trabalhão para baixá-lo?

Na internet existe uma série de aplicativos que cumprem a tarefa, entretanto o risco de vírus e frustrações é alto. O que pouca gente sabe é que é possível baixar o conteúdo apenas utilizando o seu navegador. Como?

A produção do fofoqueiro e a criação do justiceiro: imbricações de uma mídia maquiavélica

Por Cristiano das Neves Bodart

Nota-se claramente (sobretudo nos últimos dias) uma imbricação entre fofoca e o desejo de fazer justiça, algumas vezes com as próprias mãos. Trata-se de um efeito produzido por diversos fatores. Mas dentre eles, destaca-se a grande mídia brasileira, especificadamente alguns programas televisivos.


Notoriamente o brasileiro sofre uma constante tentativa de ser “programado” para cuidar da vida alheia. Na verdade, isso não é um fim, mas um meio encontrado pela grande mídia televisiva de conseguir audiência e engrossar sua receita; isso sim, seu objetivo final.

Reparem os programas de TV por um instante. Observe a sua estratégia de “fidelizar” o público. O que notamos é um aproveitamento da curiosidade inerente ao homem para “prende-lo” ao programa. Nesse sentido a novela e programas como o BBB são expert. A ideia, em síntese, é aguçar a curiosidade do telespectador e despertar o interesse pela vida alheia. Ao acompanhar a vida alheia, passamos a emitir juízos de valor sobre os comportamentos observados, definindo o que é certo e o que é errado, com quem o personagem deve ou não namorar, quem deve ser preso ou absolvido, quem deve sofre ou ser feliz e, ainda, quem deve viver ou morrer.

“Aprendemos”, além de ser fofoqueiros, a ser juízes. Juízes forjados no sofá e por meio de “representações distorcidas da vida real”. O pior que nosso comportamento espelhado por tais programas passam a ser reproduzidos em nosso cotidiano, que é bem real. Do “preparo” de um fofoqueiro e julgador da vida alheia para desejar amarrar alguém em um poste e aplicar a ele a “justiça” é um pulo.

Certamente não é o objetivo-fim dos programas de TV criar fofoqueiros ou justiceiros, mas na busca pela maximização de suas receitas vale de tudo. O que importa são os fins, os meios são apenas meios e nada mais.







A (des)construção de um país conhecido como "país do futebol"



A (des)construção de um país conhecido como "país do futebol"
Por Cristiano das Neves Bodart

Pedro Cardoso, autor consagrado da televisão brasileira, sobretudo por meio do personagem Augustinho Carrara, da série “A Grande família”, em entrevista datada de 27 de julho de 2015* levanta questões importantes para nossa reflexão. No entanto, a questão é ainda “mais em baixo”. 

Teria este autor dito que “A TV constrói um país que não é verdadeiro”. Essa afirmativa é certeira, porém apenas um sobrevoo. 

Segundo ele, 

"O mundo mudou muito. E uma coisa principal: o Brasil mudou, muito mais que a televisão brasileira. A TV brasileira ainda está igual ao Brasil do FH [Fernando Henrique Cardoso] e nós estamos num Brasil pós-Dilma, embora ela ainda esteja [no governo]. E a gente tem que retratar este Brasil que mudou. Se a gente ficar fazendo a televisão que era da época do Fernando Henrique, o público vai fazer outra coisa." 

E continuou: 

"[…] a televisão brasileira está com muito medo da internet". "E está um pouco acovardada, um pouco conservadora. Ela está mudando só na maquiagem." 

Pedro Cardoso, parece não perceber, ou preferiu não tratar, que os “donos do poder” (em grande parte controladores ou donos da grande mídia) já estão disputando essa nova arena, a internet. Não percebe que no país do futebol o jogo pode mudar, mas os jogadores não, assim como quem ganha e quem perde.

O fato é que a disputa pela construção simbólica da realidade social já migrou para a internet, onde os embates ideologizantes são igualmente fortes. 

Os grupos de interesses que sempre dominaram e/ou se beneficiaram do "país de mentira" não largarão o osso simplesmente por conta de um desligar de TV. 

Lamentavelmente no Brasil ( país do futebol), o jogo e suas regras podem até mudar, porém permanecem os mesmos jogadores na linha. Os técnicos e cartolas não são ou foram eleitos democraticamente e não abrirão mão do poder apenas por conta da tomada de consciência da arquibancada (o que é difícil de ocorrer). Resta a arquibancada deixar de ser torcedores fanáticos e não mais comprar o ingresso e aplaudir os “craques fabricados" que propiciam o espetáculo do “pão e circo”. 

A TV, de fato constrói um país que não é verdadeiro, no entanto, não é apenas ali que dar-se a construção ideologizante desse país.  Além de tudo, a torcida ajuda (já que foi criada para isso)!



* Entrevista concedida a Mauricio Stycer, Crítico do UOL. (27/07/2015).

Por que os jovens costumam tirar fotos em espelhos ou em banheiros ou, ainda, nos dois e postar no Facebook?



Por que os jovens costumam tirar fotos em espelhos ou em banheiros ou, ainda, nos dois e postar no Facebook?

Por Cristiano das Neves Bodart

"Por que os jovens costumam tirar fotos em espelhos ou em banheiros ou, ainda, nos dois e postar no Facebook?" Essa pergunta veio de um dos leitores do blog Café com Sociologia. Existem diversas possibilidades de respostas, mas buscarei - me apropriando da Sociologia - dar uma “resposta” pelo menos orientadora.

Vivemos em uma sociedade onde a vida torna-se cada vez mais privada. O individualismo marcante de nossa sociedade tem levado os jovens a se fecharem em seu mundo, embora o ser humano tenha a tendência de interagir com outros indivíduos. A internet acaba sendo uma espécie de “válvula de escape” para essa individualidade que o perturba. Perturba porque o que somos, só somos a partir do outro, o qual é o nosso parâmetro. Buscamos ser muita coisa só porque do outro (não teria porque usar roupas novas e caras sem que as pessoas soubessem; ser bonito sem ser visto...). Vivemos o momento do "apareço, logo existo!" Mesmo em um mundo tão tendencioso à privacidade, essa parece ser a realidade.

Mas se o jovem só será algo a partir do outro, como lidar com o individualismo?

A saída tem sido a interação social por meio das redes virtuais de relacionamento. Por meio de tais redes o jovem consegue manter sua individualidade de forma pública. Como assim? Simples: se mantendo em meu mundo real individualizado e, ao mesmo tempo, participando de um outro mundo mais social, porém mais seguro que aquele. Mais seguro porque sua publicidade, de certa forma, é controlável. Pode escolher quem e o que quer compartilhar, ser visto. Isso nas relações sociais cara-a-cara não é tal fácil. Pode ter centenas de amigos e deixar de ter tais amigos em poucos cliques. Mas qual a relação disso com fotos em espelhos e banheiros?

O individualismo fez com que o jovem se sinta mais seguro quando está só. Estando só, no banheiro ou no quarto, cria-se um cenário propício para uma auto fotografia sem constrangimentos; sem ninguém para avaliá-lo. Assim, em seu mundinho individual, se sente seguro para fazer tantas poses quanto for necessária para uma foto classificável como boa (que ao meu ver são sempre horríveis, principalmente aquelas acompanhadas de biquinhos... rsrsrs). Não tendo nenhum parâmetro não precisará se preocupar com “micos”. Feitas as poses terá a possibilidade de publicizar no facebook a foto escolhida, tida como a melhor. Essa publicização ocorre de modo controlado... a qualquer sinal... qualquer comentário indesejado... a foto poderá ser retirada do compartilhamento. Essa postura aponta que a coletividade só é realizável devido a possibilidade de, ao menor sinal de perigo, retornar a “individualidade segura”. Assim, aparece para existir, mas se necessário desaparece em instantes!

Em suma, não seria possível se expor no mundo real pagando micos carregados de poses e biquinhos... melhor recorrer ao espelho!





A visão de Rousseau sobre as mulheres


EMILIO OU DA EDUCAÇÃO
por Cristiano das Neves Bodart

Rousseau buscou, no livro V de sua obra Emílio ou Da Educação, apontar o tipo ideal de mulher, tomando como exemplo Sofia.

“Sofia deve ser mulher, como Emílio é homem” (p.515). A partir dessa afirmativa, Rousseau busca apontar as diferenças existentes entre os homens e as mulheres. Para este autor, homens e mulheres são iguais em tudo, porém se diferenciando em tudo o que depende do sexo. Tais diferenças devem influir sobre a moral de ambos, por isso devem ter educações diferentes.

Para Rousseau, ele deve ser ativo e forte, ela passiva e fraca; “é preciso necessariamente que um queira e possa; basta que o outro resista pouco” (p.516).

A mulher, na óptica desse autor foi criada para agradar ao homem. O homem agradar a mulher não é uma necessidade direta. Seu agrado é natural e vem de sua potência, de sua força: Essa é a lei da natureza, afirmou Rousseau.

Cabem apenas as mulheres, via sedução, que lhes é própria, buscarem mexer com os sentidos dos homens, desde que de forma moderada, se não traria à ruína dos dois gêneros. A astúcia é um talento natural das mulheres. Como as mulheres são naturalmente mais fracas do que os homens, se eles se enfraquecerem elas tornarão mais fracas ainda, por isso a astúcia desse ver prevenida de abusos.

A beleza das mulheres é algo natural. Ou se é bonita ou feia. Os enfeites são apenas vaidade da posição social e não torna uma mulher feia em bela. Os benefícios dos enfeites não aqueles esperados, comparado com o tempo perdido na arrumação.

“A rispidez dos deveres relativos a ambos os sexos não é nem pode ser a mesma” (p. 521). Ao realizar esta afirmação, o autor defende que a mulher não deve reclamar da desigualdade existente entre os sexos. Para ele, isso não é fruto do preconceito, mas da razão.

O homem que trai sua mulher com outras é injusto e bárbaro, mas a mulher que assim procede acaba com a família. Não importa que a mulher seja apenas fiel, mas que o seja pelo marido e por todos. Rousseau defende que mulher deve ter uma preocupação com a sua aparência, com sua moral, com a forma como os outros a enxergam. O autor afirma que uma mulher que se passa um dia por infame possa um dia se regenerar, por isso deve ter um cuidado espacial com seu comportamento.

A mulher, afirmou Rousseau, vale mais como mulher do que como homem. Isso devido sua condição de fraqueza física. A esta deve se cultivar as coisas belas e frágeis, como o canto e dança, desde que aquele ensinado pelo seu pai e este por sua mãe.

As mulheres devem aprender a serem mães e esposas, essa é a lei da natureza, defendida por Rousseau. Devem ter pouca liberdade e isso é necessário ensinar desde tenra idade. A mulher deve desde cedo conhecer para amar a vida doméstica e tranqüila de um lar, para que esta possa ter uma vida dentro da moralidade que lhes cabe. Assim tornar-se-á mais bela e encantadora.



Obs: ao ler o texto desse autor, tomar cuidado para não cair no anacronismo.


Referência
ROUSSEAU, J.J. Emílio ou Da Educação. Trad. Roberto Leal Ferreira. Martins Fontes. 2ª Ed. São Paulo. Martins Fontes. 1999.

A neutralidade do conhecimento e da escola

Por Roniel Sampaio Silva
Update Agosto de 2015.

Não é novidade que a escola brasileira tem passado por uma série de crises e é atribuído a ela uma série de fracassos que nos fazem repensar urgentemente o projeto de escola pública que temos. 
Cada grupo social e político debate soluções para tal crise. Enquanto um grupo enfocam-se em questões estruturais: valorização dos profissionais da educação, investimento público, universalização, garantia da estrutura escolar, aumento do número de professores, redução de alunos por turma, redução do desvio de função de professores; outros grupos enfatizam na questões estritamente curriculares, dentre os quais propõem uma escola sem partido, livre do que eles chamam de doutrinação marxista ou uma escola sem partido, atribuindo o fracasso escolar à uma escola engajada ideologicamente. Um dos casos mais recentes foi o indeferimento de uma proposta que utilizou como método o materialismo histórico-dialético, método como qualquer outro que cuja orientação está vinculada a uma ideologia.
Para fazer uma análise da proposta partidária da escola neutra vamos pensar a questão em quatro pontos para fins didáticos:
1- Reflexão etimológica
2- Reflexão epistemológica/sociológica
3- Reflexão pedagógica
4- O que a história tem pra nos ensinar sobre isso

Biografia e obras de Pierre Bourdieu


Um (uns) café(s) com Bourdieu!

A proposta dessa postagem é agrupar textos de Pierre Bourdieu, assim como trabalhos que tratam de suas obras e biografia. Trazemos ainda entrevistas textos e debates. (há indicações em Português e em Francês).


Artigos e textos de Pierre Bourdieu


  • Medalha de ouro do CNRS 1993 (In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251 p.).
  • Avenir de classe et causalité du probable (tradução: Futuro de classe e causalidade do provável. In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251 p.).
  • L'intérêt du sociologue, ( 1981) in Choses dites, Paris, Minuit, 1987, p. 124-131 , aussi The interest of the sociologist In other words: essays towards a reflexive sociology,  Stanford University Press, 1990.
  • Un fondement paradoxal de la morale, (mai 1991), Raisons pratiquesParis, Seuil, 1994, Points 1996, p. 149-167, aussiA Paradoxical Foundation of Ethics Practical reason: on the theory of action, Stanford University Press, 1998.
  • Le marché des biens symboliques in L'année sociologique, 22 (1971), pp 49-126, aussi The Market of Symbolic Goods,Poetics : Journal of Empirical Research on Literature, the Media, and the Arts, vol. 14, p. 13-44, aussi in Economia bunurilor simbolice, aussi in The Field of Cultural Production, polity Press, 1993.
  • Un acte désinteressé est-il possible ? (cours du Collège de France, décembre 1988), Raisons pratiquesParis, Seuil, 1994, Points 1996, p. 149-167, aussi Is a Disinterested Act Possible?Practical reason: on the theory of action, Stanford University Press, 1998.
  • L'économie des biens symboliques, (février 1994) in Raisons pratiques, Seuil, 1994, Points, 1996, aussi The economy of symbolic goods,  Practical reason: on the theory of action, Stanford University Press, 1998.






Artigos de Pierre Bourdieu em Actes de la recherche en sciences sociales

1975-1979

  • Le champ littéraireActes de la recherche en sciences sociales, 1991, Numéro 89, pp. 3-46. (tradução: O campo científico. In. Pierre Bourdieu. ORTIZ, R. (org.). São Paulo: Ática, 1983).
  • Les modes de domination, Actes de la recherche en sciences sociales, 1976, Numéro 2.2-3, pp. 122-132, aussi in Le sens pratique, Minuit, 1980.
  • Classement, déclassement, reclassement (tradução: Classificação, Desclassificação e Reclassificação. In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251 p.).
  • Les trois états du capital culturelActes de la recherche en sciences sociales, 1979, Numéro   30, pp. 3-6. (tradução: Os três estados do capital cultural. In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251 p.).
  • This is the text of a lecture delivered as keynote address to the Dean’s Symposium on “Gender, Age, Ethnicity and Class: Analytical Constructs or Folk Categories?” at The University of Chicago, April 9-10, 1987, in Berkeley Journal of Sociology, vol. 32, p. 1-18, 1987.

1980-1989

  • Le capital social (tradução: O capital social - notas provisórias. In. In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251 p.).
  • La représentation politiqueActes de la recherche en sciences sociales, 1981, 36-37, pp. 3-24, aussi in Langage et pouvoir symbolique.
  • L'illusion biographiqueActes de la recherche en sciences sociales, 1986, Numéro 62-63, pp. 69-72. (tradução: A ilusão biográfica. In.  Razões Práticas: Sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 2003).
  • Habitus, code et codification, (mai 1983), Actes de la recherche en sciences sociales, 1986, Numéro   64, pp. 40-44, inChoses dites, Minuit, 1987, P.94-105.

1990-1999

  • La domination masculine, Actes de la recherche en sciences sociales, 1990, Numéro 84, pp. 2-31, aussi in La domination masculine, Seuil, collection Liber, 1998, Points, 2002 (há uma tradução em português).
  • avec Patrick ChampagneLes exclus de l'intérieurActes de la recherche en sciences sociales, 1992, Numéro   91-92, pp. 71-75, aussi in La misère du monde. (tradução: Os excluídos do interior (com Patrick Champagne). In: Nogueira, M. A; Catani, A. (orgs.). Escritos de Educação (Pierre Bourdieu). Petrópolis: Vozes, 1998, 251.p.
  • Esprits d'EtatActes de la recherche en sciences sociales, 1993, Numéro 96-97, pp. 49-62, aussi in Raisons pratiques.


2000-2003

  • Le mystère du ministère (tradução: O mistério do ministério: das vontades particulares à "vontade geral". In: Canêdo, L. B. (org.). O sufrágio universal e a invenção democrática. São Paulo: Estação Liberdade, 2005.




Textos na mídia de Pierre Bourdieu em Português





Textos na mídia de Pierre Bourdieu em Francês




Entrevistas de Pierre Bourdieu 

Les chemins de la connaissance - parte 1 
Les chemins de la connaissance - parte 2 
Les chemins de la connaissance - parte 3 
Les chemins de la connaissance - parte 4 
Les chemins de la connaissance - parte 5 




Entrevistas sobre Pierre Bourdieu 



Textos sobre Pierre Bourdieu e suas colaborações teóricas






Artigos acadêmicos sobre Pierre Bourdieu e suas colaborações teóricas





Notícias biográficas de Pierre Bourdieu 


Biografias de Pierre Bourdieu 




Vídeos com a participação de Pierre Bourdieu 







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